A junção do igual com o oposto.
Do querer sentir e do real sentimento.
A colisão do passado com o presente.
Da vontade de "deixar estar" e de manipular o futuro.
Uma infinidade de possibilidades.
Um outro eu.
quinta-feira, 10 de março de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Desenhou sua história como um roteiro de um filme.
Magicamente a realidade foi reproduzindo cenas já conhecidas.
Um, dois, três meses de roteiros bem escritos.
A mente ousava mais, o coração correspondia.
Do outro lado ele dança a mesma música, mas com um compasso de atraso.
Uma história perfeita para viver a dois.
Cheia de uma perfeição em descompasso.
Rodopios para todo lado do salão, cenas de um filme quase bom.
O atraso se torna palpável. Cada um para um lado.
E aí a música para, o roteiro se desfaz.
Silêncio.
Magicamente a realidade foi reproduzindo cenas já conhecidas.
Um, dois, três meses de roteiros bem escritos.
A mente ousava mais, o coração correspondia.
Do outro lado ele dança a mesma música, mas com um compasso de atraso.
Uma história perfeita para viver a dois.
Cheia de uma perfeição em descompasso.
Rodopios para todo lado do salão, cenas de um filme quase bom.
O atraso se torna palpável. Cada um para um lado.
E aí a música para, o roteiro se desfaz.
Silêncio.
domingo, 17 de janeiro de 2016
Uma vez um ex-combatente da guerra do Afeganistão esteve entre meus amigos. Estava ali, sentado na mesma sala que a gente, mas sua mente não.
Naquele dia fiquei pensando em tudo o que ele talvez tenha passado para se tornar aquela pessoa ausente que vimos, tentei imaginar por onde seus pensamentos iam enquanto as demais pessoas conversavam amenidades e riam de coisas banais.
Tentei entendê-lo. Tentei ter compaixão à suas possíveis dores e vazios.
Achei que entendi.
Hoje, sei que jamais entenderei.
A vida já não se resumia a isso para ele.
Provavelmente aquele vazio aparente estava transbordando questionamentos invisíveis.
Hoje, sei que experiências intensas fazem uma marca profunda em quem somos e no nosso entendimento do mundo.
Já não é possível reconhecer o que era antes.
A vida já não se encaixa como um quebra-cabeças. O antes, carregado de significado, parece já não ter sentido.
E quer saber? Talvez o mais desnorteante nem seja a falta de sentido ou a busca por respostas, mas sim saber que, mesmo que tentem, ninguém jamais entenderá.
As vezes o subjetivo te tira do ar.
Naquele dia fiquei pensando em tudo o que ele talvez tenha passado para se tornar aquela pessoa ausente que vimos, tentei imaginar por onde seus pensamentos iam enquanto as demais pessoas conversavam amenidades e riam de coisas banais.
Tentei entendê-lo. Tentei ter compaixão à suas possíveis dores e vazios.
Achei que entendi.
Hoje, sei que jamais entenderei.
A vida já não se resumia a isso para ele.
Provavelmente aquele vazio aparente estava transbordando questionamentos invisíveis.
Hoje, sei que experiências intensas fazem uma marca profunda em quem somos e no nosso entendimento do mundo.
Já não é possível reconhecer o que era antes.
A vida já não se encaixa como um quebra-cabeças. O antes, carregado de significado, parece já não ter sentido.
E quer saber? Talvez o mais desnorteante nem seja a falta de sentido ou a busca por respostas, mas sim saber que, mesmo que tentem, ninguém jamais entenderá.
As vezes o subjetivo te tira do ar.
Dizem que o tempo tudo resolve.
Eu já disse isso inúmeras vezes, inclusive para você.
Inclusive quando queria dizer que não quero que o tempo resolva.
Não quero que o tempo apague nossas memórias, afaste nossos caminhos, confunda nossos sentimentos.
Quero seguir vivendo, mesmo que só aqui dentro, todos nossos momentos.
Quero que seja a realização dos meus primeiros pedidos.
Que seja o dedo do outro lado do fio vermelho.
E, principalmente, que a linha encurte.
Eu já disse isso inúmeras vezes, inclusive para você.
Inclusive quando queria dizer que não quero que o tempo resolva.
Não quero que o tempo apague nossas memórias, afaste nossos caminhos, confunda nossos sentimentos.
Quero seguir vivendo, mesmo que só aqui dentro, todos nossos momentos.
Quero que seja a realização dos meus primeiros pedidos.
Que seja o dedo do outro lado do fio vermelho.
E, principalmente, que a linha encurte.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Provavelmente ela sabia se virar melhor estando sozinha de fato.
Sem apoios, sem presença física, sem limites impostos.
Só os seus limites, apenas ela e ela.
Mas, com a solidão na presença de muitos, com isso ela não sabia lidar.
Não sabia ter muita gente e não mais se ter.
Não faz sentido ter as regras e limites do outro e não poder dar asas as suas próprias vontades.
Um vulcão adormecido.
Esperando o próximo baile tectônico.
Sem apoios, sem presença física, sem limites impostos.
Só os seus limites, apenas ela e ela.
Mas, com a solidão na presença de muitos, com isso ela não sabia lidar.
Não sabia ter muita gente e não mais se ter.
Não faz sentido ter as regras e limites do outro e não poder dar asas as suas próprias vontades.
Um vulcão adormecido.
Esperando o próximo baile tectônico.